Os blocos da bacia Pernambuco-Paraíba arrematados na 11ª Rodada de
Licitações de Petróleo e Gás da ANP, realizada na última terça-feira,
vão receber investimentos de R$ 60 milhões para a exploração da
matéria-prima. Na área da Paraíba, onde apenas um bloco foi negociado, o
montante investido será de R$ 12 milhões, enquanto os três blocos
arrematados nas águas profundas de Pernambuco renderão investimentos de
R$ 48 milhões.
A brasileira Petra Energia, do empresário
Pernambuco Roberto Viana, foi a maior arrematadora de blocos do primeiro
e do segundo lotes de áreas da rodada de licitações. Em parceria com a
estreante canadense Niko Resources e a Queiroz Galvão, a Petra levou
todos os blocos vendidos da bacia Pernambuco-Paraíba e já havia ocupado
posição de destaque nos leilões do primeiro e do segundo lotes da Bacia
do Parnaíba, no qual arrematou nove blocos.
O proprietário da
Petra, Roberto Viana, foi secretário de governo de Joaquim Francisco nos
anos 1990, em Pernambuco. Em 2005, Viana, que se formou em economia em
Cambridge (de 1984 a 1988), criou a empresa no momento em que o país
vivia uma expansão dos investimentos em óleo e gás. Na época, a empresa
adquiriu 24 dos 39 blocos que a ANP licitou em Minas Gerais.
A
Petra despontou como um dos grandes vencedores da 11ª Rodada, ao lado
da gigante Petrobras, que mudou de postura na 11ª Rodada de Licitações.
Ao contrário de leilões passados, quando a empresa arrematava a maior
parte dos blocos ofertados, a Petrobras desta vez atuou em parceria. A
presidente da estatal, Graça Foster, não participou do evento, porque
participou de uma audiência no Senado, mas destacou que a empresa foi
bem criteriosa no leilão.
“Fomos bastante seletivos na escolha das áreas”, disse Graça,
destacando que a estatal vai “entrar firme” no próximo leilão, marcado
para outubro e dedicado ao gás não convencional.
O foco de
atuação da Petrobras esteve em áreas localizadas no mar. A estatal foi
destaque nas bacias do Foz do Amazonas, onde participou do maior lance
já ofertado na história das rodadas (R$ 345,9 milhões), e do Espírito
Santo. A companhia também disputou e arrematou blocos em terra.
A
estratégia da estatal foi fechar parcerias para concorrer,
principalmente, em blocos com maior valor de investimento para diluir
riscos exploratórios. Já sozinha entrou na disputa por áreas que
exigiram bônus mais baixos. Foi o caso de três blocos em terra no
Espírito Santo, pelos quais pagou menos de R$ 3 milhões pelas
concessões.
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