quarta-feira, 15 de maio de 2013

Chegou a hora dessa gente apenada sentir seu valor

Para que ninguém pense que conheço assim tão bem o latim, vou logo avisando que a expressão deve ter sido inventada por uma “cobra criada” do chamado meio-jurídico. Jus esperneandi! Numa tradução livre passa a significar o direito de o sujeito espernear, reclamar, mandar, mesmo sem argumentos, o sujeito que lhe deixou sem esses argumentos para onde bem entender. 
São muitos os que hoje, mesmo sem que não façam público esse direito, o jus esperneandi, esperneiam pelo fato de o Secretário Wallber Virgolino estar impondo a “força da lei” - nunca a Lei da Força - para evitar que os nossos presídios continuem “espaço livre” onde os que ali se encontram possam gozar das “regalias” que por Lei não tem direito. 
De quando em vez, via rádio, jornal ou televisão, tenho ouvido e lido e visto inúmeras reclamações – poucas na verdade - porque o Estado usando como meio a Secretaria da Administração Penitenciária intervêm quando se faz necessária à manutenção da ordem dentro dos presídios. 
 Agora, com nada fora da ordem, por enquanto, pois rebeliões de presos nunca deixarão de existir, assim como os mistérios, sem espernear gostaria de perguntar aos muitos que acham que a solução para criminalidade no país está na redução da maioridade penal: e vocês queriam que os apenados fossem tratados como?
Não faz muito tempo que os nossos meios de comunicação mostraram o arsenal que era mantido por apenados em suas - deles - celas e fora delas. Esses olhos ainda nada embaçados viram drogas de todos os tipos apreendidas dentro dos presídios numa administração que respeita os direitos dos apenados, mas também lhes cobra os deveres. Se eles tem deveres?! Seriam perda de tempo e espaço esses deveres aqui enumerar. 
Tenho acompanhado de perto. E assim de perto como tenho estado posso afirmar que nada ali me parece anormal. A Lei vem sendo cumprida no que por ela é estabelecido. Mas, felizmente, algumas vozes isoladas que são oposição apenas pela falta de oportunidade para uma posição adversa assumir pouco ou quase nada tem sido ouvidas. Ecos?! Nenhum! 
Nada de violência dentro ou fora dos presídios. É minha posição. É meu desejo. Mas o que não se pode admitir é que os presos continuem achando que são os libertos e nós que vivemos protegidos pelas grades em nossas portas e janelas prisioneiros. O Secretário Wallber Virgolino, repito, merece todo o apoio da sociedade parahybana. E, sem mais necessidade de repetir, estamos vendo que vem recebendo.
Fonte: Tião

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