A
Folha de S.Paulo destacou em matéria publicada na edição desta
quarta-feira (10) a existência de tráfico de influência entre a
Federação Paraibana de Ciclismo e o programa 'Bolsa Atleta', do Governo
do Estado.
De acordo com a publicação, os filhos do presidente
Jader Ribeiro Silva e do vice Paulo Pereira de Sousa receberam verba do
programa estadual Bolsa Atleta após serem indicados pela entidade, o que
levou o Ministério Público a pedir a extinção da Federação na Justiça.
Confira a matéria:
Suspeitas
de irregularidades na gestão da Federação Paraibana de Ciclismo levaram
o Ministério Público a pedir a extinção da entidade.
A Justiça comum só intervém na área do esporte quando todos os recursos na esfera desportiva se esgotam.
"O
que envolve federação, competições e disciplina é julgado pela Justiça
desportiva. Só quando esta estiver esgotada é que um caso é encaminhado à
Justiça comum", diz Rubens Aprobatto Machado, ex-presidente do Supremo
Tribunal de Justiça Desportiva.
"Se for um engodo para tomar dinheiro, pode ir para a Justiça [comum]", afirma.
A Fifa e o COI (Comitê Olímpico Internacional) não gostam de interferências da Justiça comum.
O
promotor Alexandre Jorge Nóbrega, do Ministério Público da Paraíba, foi
enfático depois de analisar lista de denúncias contra a federação de
ciclismo de seu Estado.
Requisitou a extinção da entidade ou que
se renove totalmente sua direção --o mandato do corpo dirigente terminou
no último dia 31.
Os
filhos do presidente Jader Ribeiro Silva e do vice Paulo Pereira de
Sousa receberam verba do programa estadual Bolsa Atleta após serem
indicados pela entidade.
O valor do benefício fica entre um salário mínimo (hoje de R$ 678) e R$ 1.500.
Segundo
o autor da denúncia, o ciclista Antonio Almério Ferreira Marra Júnior,
foram beneficiados Jader Ribeiro Silva Segundo e João Paulo Leite de
Souza, entre 2008 e 2009. Um segundo filho de Sousa teria recebido verba
de mesma origem, mas via federação estadual de triatlo.
Aprobatto
Machado diz que, se o juiz acatar a orientação de Nóbrega, a Paraíba
ficará sem entidade que organize o esporte no Estado.
E seus ciclistas, para competirem em competições oficiais, teriam de se filiar a federações de outros Estados.
Nóbrega
pediu que seja feita uma audiência pública no dia 16 para debater
eleições e alterações no estatuto da entidade, caso se decida por sua
manutenção.
OUTRO LADO
A Folha
ligou para Federação Paraibana de Ciclismo, para Jader Ribeiro,
presidente da entidade, e Paulo Pereira de Sousa, mas não conseguiu
contato nesta semana.
Procurada, a Secretaria da Juventude,
Esporte e Lazer da Paraíba, que repassa a verba do Bolsa Atleta à
federação, informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciaria
sobre as suspeitas de irregularidades na FPC por ser um episódio
ocorrido durante o governo anterior.
A secretaria afirma que o
programa estadual Bolsa Atleta fora desativado em meados de 2010 e há
apenas duas semanas foi retomado. Os filhos dos dirigentes teriam
recebido o benefício entre os anos de 2008 e 2009.
A secretaria
acrescentou ainda que um dos critérios para que um desportista seja
beneficiado é que seja federado e, de fato, pratique a modalidade.
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