Para o TST, o período após a comunicação da demissão não significa o fim da relação empregatícia. “Contrato continua a emanar seus efeitos legais”
Até agora, legislação brasileira garantia estabilidade da empregada grávida até o quinto mês após parto (Thinkstock)
Mulheres que engravidarem durante o
aviso prévio terão direito à estabilidade até o quinto mês depois do
parto. A decisão é da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
(TST) e garante a estabilidade, mesmo que o empregador ou o empregado
desconheçam a gravidez no momento da demissão.
O TST analisou um processo semelhante no
último dia 6, no qual uma trabalhadora que ficou grávida durante o
período do aviso prévio conseguiu o direito de continuar recebendo os
salários e outros direitos correspondentes ao período estipulado pela
lei.
O argumento da trabalhadora ao apelar
para o TST foi de que o pré-aviso não significa o fim da relação
empregatícia, “mas apenas a manifestação formal de uma vontade que se
pretende concretizar adiante, razão por que o contrato de trabalho
continua a emanar seus efeitos legais”. Apesar de o tribunal não
garantir sua reintegração no trabalho, decidiu que ela continuasse
recebendo seus benefícios no período compreendido entre a data da
demissão e o final do período de estabilidade.
Até agora, a legislação brasileira desconsiderava o período de aviso prévio como tempo de serviço contratual.
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