A Paraíba tem 183 municípios impedidos
de celebrar convênios com a União porque não conseguiram comprovar algum
item da aplicação de recursos federais. O estudo, no qual constam os
dados, foi divulgado ontem pela Confederação Nacional dos Municípios
(CNM) e comprovou – com base no sistema de Cadastro Único de Convênios
(Cauc) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) – que um total de 64,4%
das prefeituras brasileiras (3.588) estão nesta situação. Na Paraíba, o
total de cidades que estão com a restrição representa 82,1% dos 223
municípios paraibanos, ocupando a quarta posição no ranking nordestino
dos municípios nesta situação.
A proporção está atrás da constatada para Pernambuco (91,8%), Alagoas
(87,3%) e para a Bahia (83%). Do total de 223 municípios paraibanos, 32
(14,3%) têm somente um item não comprovado no Cauc e 29 (13%) têm dois
itens não comprovados e os demais variam.
O Cauc é um serviço auxiliar que simplifica a verificação das
transferências de recursos da União, amplia o nível de controle de
exigências e otimiza os procedimentos administrativos ao facilitar a
entrega de documentação administrativa. Nele, são avaliados 14 pontos
que passam pelas obrigações de adimplência financeira, de transparência e
constitucionais e pelas prestações de contas de convênios. Entre as
cidades maiores da Paraíba que constam na lista com pelo menos um item
não comprovado estão Campina Grande, Cajazeiras, Sousa, Santa Rita e
Bayeux.
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Para a CNM, a situação desses municípios é bastante preocupante.
Conforme o estudo, neste início de mandato, 4.063 novos gestores
assumiram seus municípios em uma forte crise financeira. Este número
representa 72,9% do total de prefeituras do país. De acordo com a CNM,
para remediar esta situação, os gestores municipais estão sendo chamados
pelo governo federal para que conheçam os programas federais e celebrem
convênios. No entanto, mais de 60% deste total (2.437 cidades) estão
impedidas pela legislação de celebrar convênios.
Para o presidente da Federação das Associações de Municípios da
Paraíba (Famup), Buba Germano, a solução seria a não exigência do Cauc.
“Esse estudo mostra como as prefeituras têm dificuldade em cumprir com
as exigências do cadastro”, disse. Segundo ele, muitas vezes a falta não
é grave, trata-se apenas de uma questão técnica, como o envio atrasado
de alguma planilha. “Por isso, concordamos com a matéria da CNM e
acreditamos que, do modo como o governo não cobra isto para as obras da
Copa, não deveria exigir das prefeituras”.
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