quarta-feira, 10 de abril de 2013

“Eu sei que vou morrer”, relata assassino da estudante Fernanda Ellen

O assassino da estudante Fernanda Ellen confessou em entrevista ao repórter Emerson Marchado, da TV Correio, que merece morrer pelo que fez com a garota.
“Eu mereço a morte. Eu sei que vou morrer e vou pagar caro”, disse Jefferson Luís de Oliveira Soares, 25 anos, ao repórter.
Jefferson também revelou detalhes do encontro que teve ontem com os pais de Fernanda Ellen na tarde de ontem e disse que não teve coragem de olhar na face do caminhoneiro Fábio Júnior.
“Ele perguntou porque eu fiz isso e eu não respondi muitas coisas porque não agüentei nem olhar nos olhos dele”, afirmou.
O assassino disse que chegou a ir as lágrimas quando viu a mãe de Fernanda Ellen chorando.
“Eu fechava os olhos e ia chorar também”.
Jefferson disse que diante da repercussão do sumiço da garota pensou várias vezes em se entregar a Polícia, mas recuou por “medo”.
Acusado também de tentativas de estupro, o assassino disse que não é “doente” nem “psicopata” e afirmou que não teve relação sexual com Fernanda Ellen.
O corpo de Fernanda Ellen foi encontrado na noite da última segunda-feira (8) enterrado em uma cova rasa no quintal do acusado que era vizinho da família da vítima, no bairro do Alto do Mateus, em João Pessoa. A garota estava desaparecida desde o último dia 7 de janeiro de 2013 após ir a escola buscar um boletim escolar.
Fábio Júnior, pai da garota de 11 anos assassinada por um vizinho ficou cara a cara com o homem que confessou ter matado Fernanda Ellen. O encontro de Fábio com Jefferson Luís Oliveira Soares aconteceu na sede do Grupo de Operações Especais (GOE), na tarde desta terça-feira (9).
O delegado especial do caso Fernanda Ellen, Aldroville Grisi, revelou na noite desta terça que o pai da menina solicitou o encontro. De acordo com o delegado, Fábio Júnior queria ouvir do próprio assassino o relato do crime.
Nesta noite, o pai de Fernanda disse que é angustiante a espera para o final da pericia, para enfim poder sepultar sua filha. “É doloroso não poder enterrar ela agora”, desabafou Fábio Júnior.
O delegado Aldroville Grisi disse que o prazo de 15 dias para a conclusão da perícia no cadáver deve ser antecipado e acredita que na próxima semana o corpo encontrado no quintal de Jefferson deve ser liberado para o sepultamento.
O juiz da 3ª vara criminal de João Pessoa, Wolfram da Cunha Ramos, concedeu nesta terça, o mandado de prisão preventiva pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) contra o vigilante Jefferson Luís Oliveira Soares.

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