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| Sessão da ALPB |
A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, na sessão desta
quarta-feira (06), um projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a
prestar garantia em operação de crédito no valor de R$ 150 milhões a
serem celebradas entre a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa)
e a Caixa Econômica Federal.
A votação ocorre exatamente oito meses depois que o mesmo pedido,
encaminhado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), foi arquivado na
ALPB, sob o argumento de "inadequação orçamentária". Para o líder do
Governo, deputado Hervázio Bezerra (PSDB), "não há vencido nem
vencedores" entre as bancadas de oposição e situação.
No dia 8 de agosto do ano passado, por 19 a 16 votos, a Assembleia
Legislativa manteve o parecer da Comissão de Orçamento pela 'inadequação
orçamentária' do pedido que o Estado encaminhou para aval ao pedido de
empréstimo de R$ 150 milhões para a Cagepa. Com isso, a matéria foi
arquivada e nem sequer foi apreciada e votada em plenário.
No entendimento da Mesa Diretora, eram necessários 22 votos (quórum
qualificado) para que a mensagem do governador Ricardo Coutinho voltasse
a ser apreciada em plenário.
A aprovação do projeto de lei ocorreu porque houve uma emenda
modificativa de praticamente todo o artigo 1º do projeto de lei 992, de
autoria do Poder Executivo. A emenda condiciona o empréstimo para
pagamento unicamente de parcelas da dívida junto a instituições
financeiras.
Deputados da bancada de oposição ocuparam a tribuna para elogiar a
fiscalização da ALPB. Foram 18 deputados que tiveram direito a usar a
palavra. Cada um teve 10 minutos de argumentação. A mesa diretora formou
uma comissão especial, para dar parecer sobre a admissibilidade da
matéria. A comissão foi formada pelos deputados estaduais Aníbal
Marcolino (PEN), Iraê Lucena (PMDB), Olenka Maranhão (PMDB), Gervásio
Maia (PMDB) e Anísio Maia (PT).
O deputado Frei Anastácio (PT) disse que "a oposição tem a capacidade de
dialogar, mantendo suas posições". O deputado estadual Lindolfo Pires
(DEM) disse ter a certeza que o próximo balanço da Cagepa será positivo e
com o empréstimo os problemas financeiros serão resolvidos.
Para Trócolli Júnior (PMDB), prevaleceu o bom senso e o Legislativo fez o
seu papel. "Me dou por satisfeito com os meses discutindo esse
empréstimo. Mas muito mais pelo trabalho cumprido por esta Assembleia",
afirmou.
O projeto de lei voltou ao plenário depois que a bancada do PEN se
reuniu, na noite desta terça-feira (05), e decidiu votar pela aprovação.
Segundo o deputado estadual Branco Mendes, o partido entendeu que a
matéria não deveria ser mais adiada e os deputados deveriam votá-la na
sessão desta quarta.
Ainda de acordo com Branco Mendes, no PEN ficou acertado que ele
próprio, Edmilson Soares, Toinho do Sopão, João Gonçalves e José Aldemir
votariam favoráveis ao empréstimo da Cagepa.
Na sessão da terça, o presidente da Assembleia, Ricardo Marcelo (PEN),
havia dito que o prazo recursal seria esgotado, antes de colocar a
matéria em pauta para votação. O Governo do Estado havia contestado,
junto ao Tribunal de Justiça, a exigência de quorum qualificado. O
entendimento do TJ foi não há necessidade de maioria qualificada para a
aprovação do projeto.
O relator do projeto, Anísio Maia (PT), disse que o déficit financeiro
da Cagepa atualmente é de R$ 320 milhões. Segundo o deputado Hervázio
Bezerra, a proposta foi construída de forma consensual por todos os
parlamentares.
A emenda, apresentada pelo blo PSC/PT/PP, salienta, em seu inciso 3º,
que o governador incorrerá em crime de improbidade administrativa, caso a
Cagepa não utilize os rcursos do empréstimo de R$ 150 milhões
exclusivamente para liquidar seus débitos. A sessão ordinária desta
quarta foi presidida pela deputada estadual Iraê Lucena (PMDB) e, em
seguida, pelo deputado estadual Edmilson Soares (PEN).
Fonte: Mari Fuxico

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