Alunos de direito deverão fazer estágio
em órgãos públicos antes de concluírem o curso. Hoje, a experiência
prática não é obrigatória no currículo da graduação. A mudança foi
anunciada hoje pelo ministro Aloizio Mercadante (Educação).
“Esse estágio no campo de prática vai
melhorar muito o processo de formação dos estudantes, e eles vão chegar
mais preparados ao final do curso. É esse o caminho que estamos
construindo, é uma das mudanças”, afirmou o ministro nesta quarta-feira
após cerimônia no Palácio do Planalto.
MEC e OAB (Ordem dos Advogados do
Brasil) discutem mudanças no processo de abertura de novos cursos de
direito e no currículo dos graduandos. No mês passado, Mercadante e o
secretário de Regulação e Supervisão da pasta, Jorge Messias, discutiram
o assunto com o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado.
“Nós precisamos ter mais critérios para
expansão dos cursos de direito e uma das exigências que nós vamos fazer,
entre outras, é o estágio obrigatório. (…) O Brasil tem quase 850 mil
advogados e esse é o pior caminho: alguém estudar, pagar faculdade e
depois não ter direito de exercer a profissão plenamente”, disse o
ministro em referência ao alto número de reprovados no exame da Ordem.
Reportagem da Folha publicada
mês passado mostrou que o MEC quer ainda mudar as regras de abertura de
faculdade de direito para direcionar novos cursos a localidades onde
ainda há capacidade de absorção de profissionais da área. Para isso,
serão considerados fatores como quantidade de fóruns, escritórios de
advocacia e promotorias numa determinada cidade do país.
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