domingo, 20 de janeiro de 2013

Primeira-dama da Paraíba causa frisson e vira alvo de auditoria, destaca folha

Primeira-dama da Paraíba causa frisson e vira alvo de auditoria, destaca folha 
A mulher do governador Ricardo Coutinho (PSB) é destaque na edição deste domingo da Folha de São Paulo. A jornalista Pâmela Bório é lembrada pela frases de efeitos que costuma usar nas redes sociais e pelos gastos da Granja Santana.

Leia a reportagem completa...
Pâmela Bório, 29, diz que incomoda. Miss Bahia em 2008 e apresentadora de TV, a mulher do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), 52, considera-se invejada por sua "beleza, carreira bem-sucedida, família estruturada, vida acadêmica e contatos importantes".
Nesses dois anos como primeira-dama, causou frisson nas redes sociais ao posar com uma bolsa de grife francesa, bater boca com políticos e, em especial, quando exibiu na internet um novíssimo jogo de lingeries.
Fotografia publicada no Instagram da primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório 
"Presente para mim, mas quem curte é o maridão", escreveu à época, junto com a foto das peças íntimas.
Nos últimos dias, porém, o frisson em torno de Pâmela não veio de imagens e declarações na internet, mas de uma auditoria do Tribunal de Contas da Paraíba sobre gastos na residência oficial do governo, a Granja Santana.
De acordo com o documento, Pâmela encomendou sem licitação produtos de cama e banho e acessórios para um quarto de bebê. Pediu orçamentos às lojas e priorizou seu gosto pessoal, em vez do menor preço, diz o relatório.
Baiana de Senhor do Bonfim, Pâmela é mãe de Henri Lorenzo, 2, nascido dias antes de Ricardo Coutinho vencer as eleições de 2010.
A auditoria do TCE, como mostrou a revista "IstoÉ" na semana passada, acrescenta ser "curiosa" a quantidade de farinha láctea adquirida: 460 latas em menos de 30 dias.
Houve ainda gastos com "cauda de lagosta de primeira", "bacalhau do Porto" e "carne de carneiro sem osso".
"Tudo do relatório nós compramos. Chama a atenção, mas está dentro da lei. Não há como não ter despesas com a primeira-dama, que não tem cartão corporativo", afirma o chefe da Casa Civil, Lúcio Valadares.
Segundo ele, há questionamentos porque a última criança que nasceu e frequentou a Granja Santana foi Ariano Suassuna, na década de 1920 --o dramaturgo é filho de João Suassuna, que governou o Estado de 1924 a 1928.
"Se assinei algo [para receber os produtos], deve ter sido na correria do momento, pois sempre estava apta a ajudar. Me recordo que atendi a inúmeras solicitações da administração da Granja", afirma a primeira-dama.

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