As ações de restauração e perfuração de poços
artesianos estão sendo intensificadas pelo Governo do Estado para
combater os efeitos da seca e garantir água de boa qualidade à população
paraibana. Os serviços integram as ações desenvolvidas pela Companhia
de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) e Secretaria de Estado
da Infra-estrutura, com o objetivo de minimizar as consequências geradas
pela escassez das chuvas, principalmente no Sertão paraibano.
De janeiro a outubro de 2012, já foram perfurados 169
novos poços em diversas regiões do Estado, beneficiando comunidades,
assentamentos e moradores das áreas mais afetadas pelo clima. De acordo
com a direção da CDRM, foram investidos mais de R$ 1,5 milhão só este
ano e pelo menos outros 45 poços devem ser instalados até o mês de
dezembro.
“Segundo os registros do órgão, esse é o número mais
elevado dos últimos 15 anos e isso demonstra a intensidade com que o
Estado está trabalhando para minimizar os problemas da seca em toda
Paraíba. Essas ações são fundamentais para o semiárido, onde existem
milhares de pessoas em situação extrema e, por isso, buscamos resgatar a
dignidade do povo através dessas ações”, afirmou o diretor-presidente
da CDRM, Marcelo Falcão.
Atualmente existem na companhia 89 solicitações
formais para novas perfurações, que geralmente são reivindicadas por
associações de moradores, comunidades de produtores da agricultura
familiar e prefeituras.
“Nós precisamos encontrar soluções para abastecer as
comunidades e por isso estamos reforçando as ações nos municípios
localizados no Cariri, Sertão e Curimataú. A reativação de poços já
perfurados é essencial para garantir a sobrevivência dessas comunidades
durante a estiagem”, revelou o secretário de Estado da Infra-estrutura,
Efraim Moraes
Os casos mais comuns são problemas com a desobstrução
dos encanamentos, manutenção de bombas e readaptação da profundidade
dos poços.
Estrutura de Trabalho - Atualmente
dois grupos de equipamentos com perfuratrizes e compressores estão
atuando na perfuração dos poços. As equipes são formadas por um sondador
e dois auxiliares de perfuração e chegam a perfurar, em média, dois
locais por dia.
Segundo os estudos históricos da CDRM, a média de
profundidade dessas estruturas é de 50 metros e as instalações buscam
aproveitar o volume máximo de água existente nas fraturas das rochas. A
compra dos materiais necessários para instalação dos poços como bombas,
encanações, cimento e caixas d’águas também está ocorrendo com mais
agilidade para acelerar a ativação dos espaços.
Nessa segunda-feira (5), também foi adquirido,
através de processo licitatório, um novo caminhão. O veículo será
utilizado para dinamizar o serviço de testes de vazão nos locais onde
serão abertos novos poços.
Fonte: Jose Duarte Lima
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