quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Para indústria, repasse de energia mais barata para produto final é incerto

 O governo anunciou nesta terça-feira que o custo da energia elétrica no Brasil vai cair até 28% para as indústrias no ano que vem. O repasse dessa queda para os preços do consumidores, porém, é incerto.
Presidente da Câmara de Gestão do governo Dilma, o empresário Jorge Gerdau reconheceu que a redução nas tarifas de energia não irá refletir, necessariamente, na redução do preço dos produtos. "Não tem uma frase 'vai baixar' [o preço], 'vai subir'. Não existe uma definição única", afirmou.
O diretor do departamento de infraestrutura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Cavalcanti, disse que a concorrência entre as empresas deve provocar um rapasse do custo menor para os preços. "Eu posso dizer 'não vou repassar', mas, se meu concorrente vai lá e baixa, eu vou ser obrigado a baixar", disse.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, defende que os empresários repassem a redução de custo para o preço final para que o produto brasileiro ganhe mais espaço no mercado doméstico. Nos últimos anos, produtos importados --mais baratos-- têm ganhado peso no consumo dos brasileiros.
Andrade afirma, no entanto, que a redução dos preços vai depender de cada empresa, já que setores mais intensivos em energia, como o de alumínio, precisam da redução de custo para sobreviver. "Vai depender de setor para setor, mas certamente a sociedade será muito beneficiada", disse.
Fiesp, CNI e o Sistema Firjan (que representa as indústrias do Rio de Janeiro) elogiaram bastante a medida do governo e disseram que isso pode contribuir para a retomada dos investimentos no país, que recuaram nos últimos trimestres.
"É muito positivo. Nós advogávamos uma redução de 35%, mas nós conhecemos o Brasil e isso é um processo. Houve um grande avanço. O governo está de parabéns. Fez um bom trabalho", afirmou o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.
"É um contribuição [para destravar investimentos], junto com a estabilização do câmbio, com a queda dos juros e outras desonerações de carga tributária", acrescentou Cavalcanti. Leia mais>>

Fonte: Mais PB

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