Correio Braziliense destacou na edição deste domingo, Projeto de Lei de autoria de Cássio Cunha Lima, que impede reeleições consecutivas para a direção das entidades desportivas.
Assessoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Leia a matéria publicada no Correio Braziliense deste domingo.
Moralização só depois do Rio-2016
Ideia de condicionar o repasse de recursos do governo à alternância de poder nas confederações não será implementada a tempo da distribuição do dinheiro do Plano Brasil Medalhas
Lançado na semana passada, o Plano Brasil Medalhas foi anunciado como um marco no investimento do governo no esporte de alto rendimento. De 2013 a 2016, será aportado R$ 1 bilhão extra no setor, a ser somado ao R$ 1,5 bilhão já previsto no ciclo até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Com tanto dinheiro colocado nas mãos das confederações desportivas — que administrarão os recursos em conjunto com o Ministério do Esporte e comitês Olímpico e Paralímpico —, o ministro Aldo Rebelo aproveitou o momento para exigir a moralização dessas entidades.
Rebelo defende que o repasse de recursos públicos seja condicionado a medidas de democratização da administração das federações esportivas, como a alternância de poder. O ministro é entusiasta do projeto de lei do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que prevê a proibição de mais de uma reeleição a dirigentes esportivos, além de combater o nepotismo. À luz do lançamento do Plano Brasil Medalhas e das declarações de Aldo, criou-se a expectativa de que o governo só liberasse os R$ 2,5 bilhões do ciclo do Rio-2016 às entidades que se enquadrassem no novo modelo, mas não será dessa forma.
Das 21 modalidades olímpicas beneficiadas pelo Plano Brasil Medalha, nove têm presidentes há mais de 10 anos no poder, com “destaque” para os mandatários das confederações de Atletismo (Roberto Gesta de Melo, 25 anos no cargo), Desportos Aquáticos (Coaracy Nunes, 24), Handebol (Manuel Luiz Oliveira, 23) e Canoagem (João Tomasini, 23).
E caso o projeto de Cássio Cunha Lima se transforme em lei, esses e outros dirigentes poderão perpetuar-se no poder por mais oito anos. De acordo com a proposta, os atuais presidentes não seriam afetados pelas novas diretrizes, ou seja, teriam o direito de se candidatar aos cargos que já ocupam e ainda a mais uma reeleição.
“Não queremos que o projeto pareça atingir dirigentes específicos. Além disso, isso ajuda a diminuir a resistência à ideia no Congresso”, afirma o autor da projeto. “É um processo de transição no esporte brasileiro, mas que só vai corrigir essa prática de perpetuação de poder em oito ou 10 anos”, admite o senador.
“É um processo de transição no esporte brasileiro, mas que só vai corrigir essa prática de perpetuação de poder em oito ou 10 anos”
Cássio Cunha Lima, senador (PSDB-PB), autor do projeto de lei que prevê a proibição de mais de uma reeleição nas entidades esportivas do país.
Repercussão
Um dia depois do lançamento do Plano Brasil Medalhas, Aldo Rebelo deu uma entrevista ao programa Poder e Política, do UOL em parceria com a Folha de S. Paulo, e falou do assunto. O portal de internet divulgou a notícia dizendo que, segundo o ministro, o “governo só dará dinheiro a confederações que alternem poder”. À Veja, Aldo disse que “Vamos criar um índice nacional que valorizará as entidades que modernizarem sua gestão. As que não cumprirem as metas não terão o apoio do governo.”
R$ 2,5 bilhões
Volume de dinheiro que o governo federal colocará no esporte de alto rendimento entre 2013 e 2016
Volume de dinheiro que o governo federal colocará no esporte de alto rendimento entre 2013 e 2016
Fonte: GUSTAVO MARCONDES
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Nenhum comentário:
Postar um comentário
BLOG DO PHILIPE CHAVES, O Blog que te deixa mais atualizado em seu dia-a-dia.